A história da tática no Futebol

O Talent Spy apresenta-lhe hoje a história das estruturas táticas no Futebol Mundial ao longo dos últimos anos. Nos primórdios do futebol, antes da sua profissionalização, as estruturas táticas eram muito focadas nas tarefas ofensivas, sendo que mais de 50% da equipa estava posicionadas na linha mais mais avançada sendo a formação mais utilizadas o 2-2-6 e 1-2-7. Com o aparecimento dos primeiros planteis a estrutura mais usada passou a ser o 2-3-5 com um jogador móvel (pivot) no meio campo. Foi com esta tática que o Preston foi campeão de Inglaterra e venceu a FA Cup sem derrotas. Nos anos 20, Herbert Chapman no Arsenal proporcionou a seguinte mudança drástica neste campo, motivado pela introdução do fora-de-jogo onde aplicou duas linhas em W para compor a defesa e o ataque, conseguindo desta forma 5 títulos em 8 anos para os Gunners. Nos anos 50, a seleção Húngara fez uma pequena alteração a esta dinâmica alterando o W ofensivo para uma linha única de 4 avançados que trocavam de posições entre si ao longo do jogo, provocando instabilidade nas defesas contrárias. Esta estrutura não lhes permitiu alcançar nenhum título mundial mas fez com que conseguissem vitórias expressivas contra grandes equipas como a Inglaterra ou a Alemanha. Porém, a instabilidade defensiva provocada por um elevado número de jogadores no ataque tinha os seus dias contados e estruturas com solidez defensiva começaram a conseguir criar oposição, sendo o Brasil um dos pioneiros desta mentalidade defensiva que, aliada à qualidade individual de grandes elementos no ataque lhes valeu 3 em 4 Mundiais entre 1958 e 1970 com um quase imbatível 4-2-4. Para contrariar este poderio brasileiro, começaram a aparecer formações total football (como a Laranja mecânica dos anos 70) que começavam como um 4-3-3 em que cada jogador poderia ocupar qualquer posição no campo. Nos anos 80, a Itália voltou a revolucionar o mundo da Tática no Futebol, implementando em campo uma filosofia que defendia “Não te podem vencer se não te marcarem golos” com um 1-3-3-3 em que o elemento chave era um líbero que “trancava” a porta por trás da linha defensiva e eliminava o sucesso do contra-ataque. Durante os anos 90 e durante quase 20 anos não houve nenhuma inovação significativa que revolucionasse o futebol, até ao final dos anos 2000 quando Pep Guardiola encontrou no seu famoso tiki-taka, pressão alta e na posse de bola a formula para 15 em 19 títulos possíveis durante a sua estadia em Barcelona como treinador

Adaptado de Copa90. Saiba mais em

 

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